Diferenças entre Arábica e Canéphora


A reunião de março sob a batuta das meninas do Momento Café, trouxe diferenças e
curiosidades sobre café Arábica e Canéphora com direito a cupping no final. O encontro já
começou com alguns “mimos”, o boton da confraria presenteado por Angela
e, miniaturas de creme e protetor solar de Gizela.


   

ARÁBICA  X  CANÉPHORA 

O cafeeiro pertence a família Rubiaceae, gênero Coffea, porte arbusto, caule lenhoso e
flores andrógenas ( hermafroditas), isto é, parte feminina e masculina na mesma flor.

O Arábica geralmente cresce até 2,5 e 4,5 metros dependendo da variedade, em
comparação com a altura de 4,5 a 6 metros da Canéphora.

No café Arábica os ramos crescem nas pontas, onde saem as flores e formam os frutos
que são colhidos a cada ano. No Canéphora a cada colheita se arranca os galhos para tirar
o café ficando apenas o tronco que solta novos galhos para a próxima colheita.

Os grãos de Arábica são ovais, enquanto os de Canéphora são mais arredondados.

O café Arábica desenvolve-se melhor em altitudes acima de 600 até 2100 metros e
temperaturas entre 18° a 22°C. Já o Canéphora em altitudes mais baixas geralmente
abaixo de 700 metros e temperaturas entre 22° a 26°C.

O plantio do Árabica é através das sementes selecionadas das diversas variedades e o
Canéphora planta-se por estacas de vários clones da mesma cultivar.

       

               ARÁBICA

 

           CANEPHORA

Menor teor de cafeína (1,1%)

Maior teor de cafeína (4%)

Menor teor de sólidos solúveis

Maior teor de sólidos solúveis

Maior teor de açúcar

Menor teor de açúcar

Sabor mais adocicado

Sabor mais amargo

Bebida mais aromática

Bebida menos aromática

Folhas menores e mais lisas

Folhas maiores e mais acosteladas

Frutos maiores

Frutos menores

Produz 23 a 30 sacas/ha

Produz 150 a 180 sacas/há

Unicaule

Multicaule


           

Durante a apresentação muitas discussões sobre o momento atual do Café
Arábica/Canéphora, crescimento das regiões produtoras nacionais e internacionais,
melhoras na qualidade e vantagens e desvantagens de cada uma.





A reunião seguiu, finalizando com o cupping de um café canéfora do Espírito Santo usando
o protocolo “Fine Robusta Cupping Form” que apresenta algumas diferenças em relação
ao protocolo para cafés arábicas, por exemplo, Sal/Acidez e Amargor/Doçura. 
                                 
Um café pouco amargo, agradável onde se percebe que a melhora na qualidade dos grãos tem
mudado a percepção sensorial que o café Canéphora trazia antes, principalmente o
amargor.

O lanche ficou por conta das confreiras Carlota e Maria Célia, sendo servidos miniquiches
de quatro queijos e calabresa e bolo de maçã.

Como sempre um encontro onde a troca de conhecimentos e o prazer de estar com as
amigas sempre é muito rico. Terminada a reunião, ficou o gostinho de quero mais, mais
conhecimento, mais confraternização. Obrigada a Bruna e Andrea por mais este momento
de aprendizado.

                         

                          





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