Fomos conhecer a Fazenda Barreiro


Numa manhã fria, neblinosa e com ventos que nada prometia, nos deslocamos, no período da tarde, para a visita técnica agendada na Fazenda Barreiro por MOMENTO CAFÉ. A tarde foi perfeita, o sol apareceu, o céu ficou azul, a temperatura estava agradável e a visita foi surpreendente e maravilhosa.

Fomos recepcionadas por Bruna e Andrea que, primeiramente, nos contaram um pouco da história da fazenda que se inicia em 1820, quando Joaquim Bernardes da Costa Junqueira,  toma posse das terras a partir da  Carta de Sentença de Sesmaria, emitida por ordem do Rei D. João VI, Rei de Portugal, Brasil e Algarves. Ali é fundada a Fazenda do Barreiro dando início ao núcleo original dos Junqueira em Poços de Caldas.  Após a sua morte, as terras foram divididas entre os filhos, tendo como principal herdeiro seu filho Cel. Agostinho José da Costa Junqueira. Começa a história das primeiras lavouras de café Arábica nestas terras no final do século XIX e sucessivamente seus descendentes. Assim como dá inicio a formação da cidade de Poços de Caldas. Atualmente administrada por Manuel Lotufo, 5ª geração da família. É uma fazenda certificada (Certifica Minas Café, Rainforest Alliance por ex.) com várias premiações em concursos locais, nacionais e internacionais e, atualmente além do café trabalha com gado e exploração de eucaliptos.


E lá vamos nós começar a caminhada até a lavoura! Visitamos um campo experimental onde diversas variedades de cafés foram plantadas há 3 anos para definir qual a variedade melhor para o plantio na fazenda dependendo da altitude e com melhor produtividade. 


 

 

Podemos entender e ver o manejo da lavoura com foco na agricultura regenerativa, no caso o plantio de braquiária entre as linhas do café; as diversas altitudes onde estão os talhões; o investimento em mecanização como a adoção do terraceamento para facilitar o trabalho nos talhões principalmente na colheita com uso de colheitadeiras; o manejo diferenciado na adubação usando adubação orgânica que é preparada na própria fazenda; o plantio irrigado; pulverização com drones e o cuidado com o meio ambiente. 
No retorno passamos pelo campo de compostagem onde enormes montes de composto orgânico já estavam prontos para uso. 

    

Chegando a sede o que chamava a atenção era a limpeza e organização de uma fazenda certificada.

   

Conhecendo melhor a pós-colheita passamos por todo o processamento desde a chegada do café ao lavador, descascador de café (onde saem os Cerejas Descascados-CD) e, a separação dos diversos lotes que são levados aos terreiros sendo todos com rastreabilidade desde a colheita até o consumidor final.    

Qual não foi nossa surpresa ao ver somente mulheres na lida dos terreiros!!! 

 

São ELAS com sua dedicação, cuidados e capricho que são as TERREREIRAS da fazenda há 5 anos! Saindo dos terreiros, os lotes vão para secagem em secadores de caixa ou estático, rotativos ou vertical ou para terreiros suspensos. Depois são armazenados nas tulhas onde descansam por 15-30 dias separados por tipos e bebida e, são finalmente descascados. Durante todo o processo existe um controle da bebida para decisão sobre blends na secagem e, a análise sensorial final é que define para onde serão enviados estes cafés seja concursos, armazéns, cooperativas, empresas, torrefações ou exportadoras.

        

Retornando a sede fomos a Sala de Provas que existe há 7 anos e, atualmente é responsabilidade de Nicole, que estava ausente por motivo de saúde.  Fomos surpreendidas com um Cupping preparado e guiado por Andrea. Para algumas, uma prática pouco comum mas todas se entusiasmaram com a atividade e com a diversidade de cafés apresentados: Arara da fazenda Barreiro; Fermentado de Patrícia Guerra do Vale da Grama; Catucaí 785/15 do Espirito Santo; Canephora especial e Robusta Amazônico especial. Foi muito rico de conhecimentos e noções da técnica da análise sensorial. Qual o preferido? Café arábica claro, mas...o robusta amazônico também teve uma certa aprovação.

A tarde chegando ao fim juntamente com a visita. Mesas colocadas ao ar livre na entrada da sala de provas, sol se pondo, entardecer chegando e, a Confraria fazendo seu lanche de confraternização. Café Bourbon, Moka, da fazenda Barreiro e um Café Catucai Amarelo, de Denizar Douro, do Espirito Santo com broinhas de fubá com amendoim e chipas (biscoitos de polvilho com parmesão). Nossa vontade era continuar desfrutando do sabor do café, do entardecer, do verde da mata e da paz do local, mas a visita chegava ao fim, para nossa tristeza.

 

    

Mais uma vez MOMENTO CAFÉ (Bruna e Andreia) nos proporcionando uma tarde deliciosa com riqueza na transferência de conhecimentos técnicos e práticos em um lugar tão especial. Uma parceria que só nos tem surpreendido a cada reunião.

Agradecimento especial a Manuel Lotufo e seus colaboradores(as) da Fazenda Barreiro por nos receber e, parabenizando pelo excelente trabalho realizado na fazenda.




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