Café fermentado.
Quando os primeiros cafés fermentados chegaram à Confraria, não agradaram as Confreiras. Outras tentativas foram feitas, mas ainda com dificuldade em cativar o paladar exigente do grupo. Passaram-se alguns anos e eles retornam com outro significado e menos rejeição.
Andreia e Bruna, nossas tutoras
do Momento Café, nos desafiaram na reunião de junho com o tema Fermentação do
Café. A verdade é que quanto mais se
conhece sobre o avanço nas técnicas de fermentação e o resultado de pesquisas
na área, maior a probabilidade de aceitação da experiência sensorial que esses
cafés podem proporcionar.
Vale lembrar que o café é uma
fruta que naturalmente, passa por um processo de fermentação no pós-colheita. Antes,
essa fermentação, sem controle, era considerada um defeito na bebida.
Felizmente com a ajuda da ciência, descobriu-se que a fermentação, com técnicas
induzidas, pode elevar a qualidade do café, aperfeiçoando o perfil sensorial, trazendo
notas sensoriais mais sofisticadas no sabor. O conhecimento mais apurado de microbiologia nos
ajudaria a compreender em detalhes como ocorre esse processo nos grãos do café.
Entretanto, não temos a pretensão de ir tão a fundo neste texto.
“A fermentação é um processo
biológico, podendo ser anaeróbio ou aeróbico, quando microrganismos como
bactérias e leveduras transformam substâncias orgânicas, como açúcares e outros
compostos, em outras substâncias, liberando energia no processo”, explica
Andreia, nossa tutora que é engenheira de alimentos contratada pela Bourbon
para desenvolver os testes nesta área.
A inspiração para essas pesquisas
vem da produção de vinhos. No café, a fermentação pode desenvolver sabores mais
doces e complexos, incluindo notas frutadas, vinhosas e outras nuances, além de
criar uma acidez mais equilibrada e um perfil geral de sabor mais rico.
As discussões foram acirradas
quanto ao mercado de café fermentado, geralmente apresentado em microlotes e
edições limitadas. Deixando claro que não é a fermentação que vai elevar o
preço do café, mas riqueza sensorial que ele pode apresentar a partir de então.
A teoria sempre nos enriquece,
mas o Momento Café, a hora da degustação, é o que todas esperam.
Andrea e Bruna apresentaram quatro
xícaras diferentes. O primeiro, um Cold Brew com suco de laranja preparado com
um café de Pedregulho, Alta Mogiana SP, fermentado por 48h. Os demais: Honduras, Indonésia e Etiópia, com fermentação
anaeróbica natural. Quatro cafés com
perfis diferentes e igualmente saborosos.
Era o que precisávamos para que os fermentados chegassem à mesa da Confraria e ‘arrancassem suspiros’ ao serem degustados.
Neusa e Raquel foram as
responsáveis pela confraternização que ganhou decoração junina. Uma deliciosa
pipoca se fez presente enquanto assistíamos a aula. Para acompanhar os cafés,
as Confreiras serviram mini wrap de queijo, tomate seco e rúcula, esfiha de
carne e um bolo maravilhoso para a comemoração dos aniversários de maio. As
harmonizações foram perfeitas!
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| Mônica e Neusa, aniversariantes de maio |
A tarde fria de final de outono, spoiler
do que será o inverno deste ano, foi aquecida pelo calor humano dessas amigas
unidas pelo café. Próximo mês, estudo de campo! Botas e chapéus porque vamos
para a fazenda.
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